Hoje, dia 07 de novembro, fui até a vila, cheguei um pouco tarde para ensaiar... mas fui direto para o campo de futebol - minhas joelheiras depois da chuva de ontem ficou encharcada! Senti medo do campo de futebol - deserto, rodeado de mato sem ninguém por perto e cachorros ao longe latindo muito... uma paisagem selvagem - as casas da Vila ficam em cima e o campo fica entre as casas e uma descida de barro (uma trilha) até o mar. Me lembrei do Capão - algumas vezes sinto esse mesmo medo - a diferença é que estou no centro da cidade e algo ou alguem pode aparecer... sei lá, a Vila não é um local perigoso, mas às vezes fico sozinha - e no campo de futebol não tem luz, quando o sol cai, escurece mesmo. O som dos cachorros lembra a minha infância - tenho medo do som dos latidos do cachorro!!! Dancei um pouco no meio do campo, aproveitando essa sensação e depois subi e fiquei um tempo sentada no chão junto com alguns jovens que ficam na praça, sem fazer nada, só esperando o tempo passar... experimentei alguns movimentos na ladeira - sem joelheira é mais difícil... e depois fui tomar banho! Amanheci bem quebrada da chuva de ontem... mas foi importante ter ido ao campo de futebol hoje!
Vamos lá...!
Registros e reflexões sobre o processo criativo em dança contemporânea Ladeira de chuva (solo de Líria Morays). Esse solo compõe o projeto Arquipélago (oito processos artísticos de diferentes artistas do Coletivo Construções Compartilhadas com o apoio do prêmio Klauss Vianna - FUNARTE). Trata-se de um espetáculo na rua que está sendo criado na ladeira da comunidade Vila Brandão em Salvador - Bahia - Brasil.
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